Um ar que passa como um bufão em sua garganta, que retira a vontade de respirar, estanca no seu estomago. Mãos frias e suadas, desatinos, vontade absurda de sair de onde está. De correr, ir para um mundo paralelo, talvez o paraíso perdido. Vem a incapacidade de agir com coerência e de conseguir tomar as rédeas da situação. Aliás, controlar nem pensar. Sozinha, menos ainda. Antidepressivo e calmante são as ordens do dia. Além de psiquiatra e psicologo super necessários. Sem eles, caos total.
Transtorno de Ansiedade Generalizada, meu obsessor. É uma espécie de apêndice do meu ser que veio para transpor minhas forças físicas e psíquicas sem pedir licença, quase uma forma de estupro mental do tanto que dá fadiga quando cessa.
Queria dizer que esse mal nao me pertence. Queria dizer que não tenho TAG. Tomei uma resolução: Não vou negar mais. Sim, eu tenho o bendito. Não me envergonho. Não peço desculpas por tê-lo, pois quando ataca, não consigo trabalhar, o que acaba sobrecarregando alguns colegas de trabalho. Não é arrogância ou pq sou folgada. Ele é maior que eu nesse instante e no momento está como uma tatuagem em meu cérebro que não sai. Se tivesse uma cirurgia a laser para TAG, eu seria a primeira a fazer, podem ter certeza. Minha qualidade de vida melhoria e muito.
Gostaria de ter a sabedoria divina de encontrar em meu inconsciente o que é que vincula essa desdita ao meu ser para poder transpô-lo, mas ainda nao chegou o momento. Oro constantemente para q esse dia chegue. E ele há de chegar. Viemos para ser felizes. E eu serei... sem TAG, com certeza.